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ARTESÃOS:
HELENO RODRIGUES |
MANOEL EUDÓCIO |
MARIA ANGELINA |
SEVERINO MANOEL |
VITALINO |
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Heleno Rodrigues
Artesão conhecido pelas suas peças de frutas
e bonecas de barro em estilo dandoca ou nega
maluca, há mais de 40 anos no ramo. Uma
tradição passada de pai para filho, cunhado,
ou seja, para toda a família. Anualmente os
turistas que visitam o Alto do Moura
apreciam suas obras de bastante
criatividade. Heleno Rodrigues de Oliveira
nasceu no dia 29 de outubro de 1953 desde
cedo trabalhava para sustentar sua família
até que um dia foi na feira de artesanato e
viu uma peça de fruta em resina o que
despertou grande curiosidade e ao chegar em
casa queria reproduzir a mesma em barro
onde começou a despertar seu lado de
artista. De lá pra cá foram muitas as
produções feitas pela mão desse artesão e
seus seis filhos cada vez mais reconhecidos
pela sua perfeição. Já participou de grandes
feiras nacionais como a feneart e teve
grande reconhecimento dentro e fora do país.
A maior dificuldade para os artistas da
nossa região, diz Heleno, é a falta de uma
maior divulgação dos artistas da nossa terra
e um maior empreendimento, pois como todo
mundo quem vive daquilo que faz e produz,
também passa por dificuldades.
Texto produzido por Amanda Nascimento e
Cássia Natally
Alunas do 3º N.M. "A" da Escola Estadual de
Caruaru (julho - 2006)
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Manoel Eudócio
Nascido em 1931, Manuel Eudócio Rodrigues ainda
quando criança modelava com barros, para brincar,
animais: cavalos, bois, vacas etc. Essas
brincadeiras despertaram em Manuel Eudócio a vocação
artística. E começou sua carreira como “bonequeiro”
que o acabou transformando num consagrado artista do
Alto da Moura. A influência de Vitalino em seu
trabalho é marcante. São muitos tipos modelados por
Manuel Eudócio como: Médico, quadrilha de São João,
casamento, trio nordestino, imagens de santos
católicos, etc. No entanto terminou evangélico.
Manuel Eudócio trabalhava com Zé Caboclo e juntos
criaram a representação do olho nas figuras. Suas
peças são queimadas em rústico forno a lenha de
baixa temperatura, sem uso de esmalte. Em seguida
são decoradas, através de pinturas com tintas
comerciais, normalmente com cores fortes e
brilhantes. Hoje, Manuel Eudócio continua em plena
atividade em companhia de muitos membros da família
que também se dedicam ao mesmo ofício de modelar o
barro. Seus trabalhos podem ser encontrados em
museus no Museu do Barro em Caruaru - PE, Museu do
Homem do Nordeste, em Recife - PE, Museu Casa do
Pontal no Rio de Janeiro - RJ e em muitos outros.
Texto produzido pela aluna
Claudejonas Isabel
Do 3º NM B da Escola Estadual de Caruaru
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Maria Angelina
Maria Angelina do Nascimento é natural de Caruaru.
Nasceu em 1953. Mora na Rua Capitão Dandinho nº 4 no
bairro São Francisco em Caruaru-PE. Dona Angelina é
uma artesã eclética. Ela faz um pouco de tudo:
crochê, tricô, renascença e pinta panos de prato.
Aprendeu a arte com a sua mãe, aos 18 anos de idade.
Ela relatou que faz por prazer, para que haja
perfeição. O artesanato é sua única fonte de renda.
Ela vende seu produto em sua própria casa e na feira
da sulanca. O seu material, graças a Deus, tem uma
ótima saída e ela sente-se satisfeita em fazê-lo.
Texto escrito por
Thayanne Suellen
Aluna do 3º NM A da Escola Estadual de Caruaru
Agosto de 2006.
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Severino Manoel
Severino Manoel Barbosa de Oliveira nasceu em 15 de
março de 1964. iniciou a vida de artesão ainda jovem
aos 13 anos de idade quando sua mãe o incentivou a
ajudar o pai. “No inicio houve resistência por minha
parte”, afirma Severino, pois gostaria de ser
músico, não importava o instrumento. O que sabia era
que queria e pronto. Mas com o passar dos meses ele
percebeu que seria bom porque ao confeccionar peças
ele ganharia dinheiro em com este compraria um
instrumento musical qualquer. Não foi bem o que
aconteceu, tudo que a família conseguia vendendo as
peças na feira era utilizado na alimentação e na
própria subsistência dos membros. Severino Manoel
tinha mais dois irmãos, mas o mais novo morreu em um
acidente de carro há alguns anos atrás. Este também
era artesão. “Com o passar dos anos pude perceber
que não sairia do artesanato de barro e resolvi com
a minha esposa comprar um lugar na feira da sulanca
onde estou até hoje.
Texto produzido pela aluna Camila Gois Silva de Lima
do 3° N M "A" da Escola Estadual de Caruaru
Novembro de 2006
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Vitalino
Nascido a 10 de julho de 1909 no Sítio Campos,
Município de Caruaru, Vitalino Pereira dos Santos,
aos seis anos de idade, já faz seu primeiro
trabalho: “Um gato maracajá trepado numa arvore,
acuado por um cachorro, e o caçador fazendo
pontaria”. Ele é filho de Marcelino Pereira dos
Santos e Josefa Maria da Conceição. Suas esculturas
modeladas em barro foram publicadas em revistas do
mundo inteiro, seus bonecos de barro foram expostos
no Rio de Janeiro. Em 1948 ele se mudou com sua
família para o Alto do Moura. Depois de alguns anos,
o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais com
o texto de René Ribeiro, fotografias de Macel
Gautherrote e Cecil Ayres, edita o livro Vitalino,
em colaboração com a Prefeitura Municipal de
Caruaru. Viaja para o Rio de Janeiro, em companhia
dos jornalistas Antonio Miranda e varias outras
pessoas. Durante alguns anos exibe suas obras e faz
também várias outras. É homenageado por várias
pessoas famosas. Em 1963 falece em sua residência no
Alto do Moura, vitimado por varíola. É construído no
Cemitério Dom Bosco seu mausoléu pelo prefeito
Anastácio Rodrigues. Em 1971 é inaugurada no Alto do
Moura a casa Museu Mestre Vitalino. O MEC e o
Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais
reeditam o livro Vitalino. E assim, até hoje são
contadas suas histórias e são expostas suas obras em
todo o Brasil e em todo o mundo.
Texto produzido por Mônica Laurentino
Aluna do 3º NM A da Escola Estadual de Caruaru
Outubro de 2006.
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