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  Escritores: FRANCISCA LUNA | HAMILTON SOARES | JOSELMA MARIA | JOSÉ MALAQUIAS
   

 

   
 
  • Hamilton Soares
    (Por ele mesmo) 

    Aline vou atender

    seu pedido com prazer

    porém eu quero primeiro

    uma coisa lhe dizer

    eu não sou poeta não

    mas vou em primeira mão

    para o mundo escrever

    a todos que lerem isto

    eu quero me apresentar

    pois aqui neste momento

    de mim eu quero falar

    eu sou um homem vivido

    porém bastante sofrido

    mas não vou desanimar!

    o meu nome é Hamilton

    sou natural do sertão

    ali cresci e vivi.

    e a minha distração

    era trabalhar na roça

    plantando milho e feijão!

    eu sou um cara pacato

    não gosto de confusão

    preconceito eu não tenho

    sou de paz e união

    pois aprendi nesta vida

    que a vida só é bem vivida

    com Jesus no coração!

    Iguaraci é o nome

    da minha simples cidade

    é simples porém é bela

    e dela sinto saudade

    e falar do meu sertão

    me enche o coração

    de muita felicidade!

    foi pelos os anos setenta

    com o coração partido

    que deixei a minha terra

    sem saber qual o sentido

    e vim para Caruaru

    sem dinheiro e quase nú

    mim pau de arara espremido!

    até os quatorze anos,

    a minha vó me criou

    e muitas coisas porém

    a velhinha me ensinou

    e até hoje relembro

    dos seus conselhos tremendos

    que tanto me ajudou!

    meu pai era motorista

    ele se chamava João

    viajava para São Paulo

    naquela ocasião

    na princesa do agreste

    um homem velho da peste

    meu pai ganhava o pão!

    Juraci a minha mãe

    pense que mulher distinta

    jovem alegre e feliz

    bondosa e muito bonita

    uma serva do senhor

    que Jesus cristo levou

    pra terra santa e bendita

    foi a trinta e quatro anos

    que minha mãe faleceu

    e tudo se transformou

    desde que ela morreu

    meus irmãos se espalharam

    e aqueles que não casaram

    daqui desapareceu!

    meu também se foi

    de morte fulminante

    morreu em oitenta e seis

    numa questão de instante

    e hoje só a saudade

    na minha vida constante!

    quando minha mãe morreu

    eu fui-me para São Paulo

    lá eu fiquei um bom tempo

    trabalhei feito um cavalo

    mas tudo que eu ganhei

    na cachaça eu gastei

    e perdi todo embalo!

    hoje aos cinqüenta anos

    não tenho nada na vida

    porque tudo o que ganhei

    gastei tudo com bebida

    em vício triste do cão

    que destruiu minha vida

    não falo demagogia

    porque gosto da verdade

    e tudo que escrevo

    é pura realidade

    e para falar de mim

    vou do começo ao fim

    com toda sinceridade

    eu creio num deus supremo

    um deus mais de vencedor

    e em nome deste deus

    não perco meu bom humor

    vou dá a volta por cima

    porque a bíblia ensina

    que deus é paz e amor

    hoje me resta a esperança

    de quando Jesus voltar

    tem piedade de mim

    meus pecados perdoar

     e arrumar um jeitinho

    de com ele me levar! 

    Pesquisa feita por Aline, 3º NM da Escola Estadual de Caruaru
    Novembro de 2006

   
  • Joselma Maria
    Joselma Maria de Oliveira nasceu em Caruaru aos 26 de outubro de l967. É filha de Maria da Soledade Oliveira e Antônio Oliveira. Cursou o Ensino Fundamental na Escola Professora Elizete Lopes de Lima Pires, em l987. Concluiu o Magistério na Escola Estadual de Caruaru. Lecionou nove anos na Educação Infantil. Desde 1996 exerce a gestão da Escola Professora Ana Paula Alves da Costa - Educação Infantil e Ensino Fundamental. Concluinte 2006 do curso de Pedagogia pela FAFICA (Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru), onde participou de vários mini-cursos na área de Filosofia, tornando-se amante dessa ciência. Começou escrever versos que retratam a vida cotidiana. Ela destaca alguns como: O que é filosofar, Ser criança, O valor de um amigo e Meu grande mestre. Casada, mãe de quatro filhos, educadora por paixão, deseja publicar seus escritos em um livro que foi por ela titulado como “O AMOR EM  FORMA  DE  RIMAS”. Gosta de boas leituras e destaca alguns teóricos como: Leonardo Boof, Paulo Freire e Rubem Alves. Eis um de seus escritos: 

    A Fé e os Sonhos do Menino Nordestino 

    Ele nasceu por essas bandas do Nordeste brasileiro, da cultura foi herdeiro do caboclo nordestino, aprendeu desde menino que a fé é que lhe dar coragem para plantar o alimento sagrado, que mantém alimentado do analfabeto ao letrado, e a fé o vai guiando,no campo vai trabalhando, cumprindo o seu destino, guardando no coração os seus sonhos de menino. 

    O dia nem bem começa, ele está a trabalhar, só para ao entardecer, a natureza amiga é parceira do viver. O que planta faz crescer parece até conhecer a necessidade que tem o povo do seu nordeste, que sofre, chora e não desiste, pois mesmo sendo um povo triste pela pobreza que tem, jamais haverá igual ao povo nordestino que envelhece e não deixa de sonhar como um menino. 

    A pobreza que castiga o nordeste brasileiro é a falta de dinheiro que provoca desigualdade, mais em termo de humildade temos riqueza de sobra, a cultura deste povo é de uma riqueza invejável, valoriza amizade, solidariedade humana. A esperança renova-se em cada dificuldade, o poder do nordestino é a fé que alimenta os seus sonhos de menino. 

    A seca que há muito maltrata o solo do meu Nordeste não é motivo para fazer nordestino desistir de lutar pelo seu pão, ele tem no coração a fé que o encoraja, não deixando desistir.O caminho é sofrido, as vezes deixa adormecidos os sonhos que outrora viveu, mas jamais ele esqueceu que se fizeram presentes por força do seu destino, como poderá esquecer dos seus sonhos de menino. 

    Os sonhos que se guardam do tempo que é criança ficam presos na lembrança,o sofrimento não mata; Ele luta, sofre e chora mais guarda sempre a esperança que um dia no futuro o destino lhe dirá é hora de realizar os seus sonhos de menino, que no sofrer do nordestino você soube cultivar.                                                                           (Criada em 04/07/2004).

   
 
  • José Malaquias
    Nasceu em Limoeiro,

    Seu pai não tinha dinheiro,

    Mas era um trabalhador.

    Sempre lhe deu carinho, Comida e amor.

    Aos 17 anos saiu para vida viver.

    E começou na vida sofrer.

    Foi ser fuzileiro naval,

    Onde passou muito mal,

    Distante da sua família,

    Do carinho e do amor.

    Passou a receber ordem

    De um cabo, seu superior.

    Por isso desanimou e de lá desertou.

    Para ele queria mesmo era ser doutor.

    Um dia conheceu uma empresa bacana,

    Que se chamava Transbrasil

    Do doutor Omar Fontana.

    Nela passou 12 anos,

    Onde ganhou muito dinheiro

    E conseguiu estudar, fez uma faculdade

    Mas não chegou terminar,

    Pois conheceu Edileuza

    Com quem inventou de casar.

    Conheceu os correios onde também foi trabalhar.

    Foi transferido para Natal, cidade boa e tranqüila.

    Ficou só na Transbrasil, empresa boa e querida.

    Do primeiro casamento teve um casal,um rapaz e uma moça.

    O seu segundo casamento deveria ser narrado,

    Pois ele casou com sua primeira namorada,

    Com quem teve uma filha muito amada.

    Da Transbrasil foi despedido e ficou meio perdido sem saber o que fazer.

    Mas conseguiu trabalhar na empresa Rodoviário Ramos.

    Nela passou 7 anos, veio para Caruaru.

    Aqui da Ramos foi para Itapemirim.

    Nela passou 4 anos , mas foi obrigado a sair.

    Abriu sua própria empresa onde hoje trabalha feliz,

    E quando nada tem para fazer, escreve sem saber e acaba de fazer vários cordéis interessantes, mas os mais importantes foram: O peido; o pobre rapaz; O pobre sem dinheiro; O diabético. O seu nome é José Malaquias Vilar Gomes.  

    Texto feito por Tatiana Dantas do 3º NM A da Escola estadual de Caruaru
    Outubro de 2006.

   
 

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