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PINTORES:
GILMARA RAMOS | FERNANDO
ANTONIO | MARINALVA
FIRMINO |
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Gilmara Ramos
Pernambucana, nascida na
cidade de Caruaru em 1974, conta que quando
tinha seus 10 anos de idade seu hobby era
desenhar e pintar. A cada dia que passava,
seus desenhos eram cada um mais lindo que o
outro. Seus pais, vendo o desenho de sua
filha, perceberam que sua vocação era
realmente voltada para as artes.
Então decidiram colocá-la em aulas
de pinturas onde, sua capacidade aumentava
mais e mais. Com o passar dos anos por
situações pessoais ela parou por um tempo de
praticar sua pintura.
Depois, com 26 anos de idade
resolveu voltar à ativa e realizou seu
grande sonho, que era entrar no mundo
artístico. Já fez várias exposições de seus
trabalhos, mas mesmo assim, apesar de não
ser reconhecida pela sociedade, se sente
realizada profissionalmente. Tem seu próprio
atelier em sua residência e todos os seus
familiares e amigos prestigiam suas obras.
Seus quadros são vendidos a partir
de R$ 250,00 e variam de preço de acordo com
a paisagem escolhida pelo cliente.
Ela comenta que seu trabalho é a
coisa mais importante da sua vida e sua
inspiração é algo sublime que vem de dentro
da alma.
Texto elaborado por Ednara
Bezerra de Lima
3º Normal Médio "A" - Escola Estadual de
Caruaru
Em agosto de 2006
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Fernando Antonio
Fernando Antonio Rodrigues da Cunha, nascido em 1988
na cidade de Caruaru, morador da Rua Alto da
Balança, bairro do Riachão, começou desenhando
caricaturas de seus colegas, depois passou a fazer
desenhos mais difíceis como DRAGOMBOOL e CAVALEIROS
DO ZODÍACO. Fazia desenhos belíssimos. É pena que
seu trabalho não era conhecido. Hoje, ele não
desenha mais, pois só desenhava porque gostava e
sempre achou belíssimos os seus desenhos, mas por
nunca ter aparecido alguém que se interessasse pelos
seus trabalhos. Ele parou de desenhar. Seu último
desenho foi de um personagem de DRAGONBOOL (GOJITO
que era a fusão de GOKU com VEJITA).
Seria ótimo se existisse alguém para observar as
obras de arte que por aí existem escondidas e sem
ninguém para apreciá-las.
Texto produzido por Katiane Maria dos Santos
Nascimento
Aluna do 3º NM A da Escola Estadual de Caruaru
Agosto de 2006.
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Marinalva Firmino
Marinalva Firmino da Silva tem uma atração muito
forte por artes manuais. Desde criança, na escola
havia uma professora que incentivava os alunos a
gostar de artes. Por ser escola pública e não haver
recursos por parte de seus pais, o governo mandava
material para os alunos praticarem aulas de artes
plásticas e educação artística.
Mas, ao longo dos anos nunca desistiu, era
como deixar guardado para o momento oportuno.
Secretamente sabia que começaria algum dia, mesmo
com muitas dificuldades. Os materiais são caros e a
família não possuía recursos financeiros. Mal tinham
recursos para sobreviver, imaginar que fosse
enveredar por esse caminho já parecia inacessível.
Quanto mais pedir a eles material para pintura.
Perdendo algumas oportunidades, pensando
logo nas outras que viriam, conheceu uma pessoa que
havia feito um curso e a desestimulou, dizendo que
as pessoas não valorizam o trabalho de um artista
plástico, que querem comprar muito barato, quando os
custos são altos. As pessoas preferem imitações de
telas (gravuras em papel) nas paredes, do que
comprar uma tela, uma obra de arte pra valorizar o
ambiente de uma casa, mesmo com material
reaproveitado.
Certo dia, passando numa banca de revistas,
o sonho se concretizou. Achou uma edição de Pintura
em Tela, chegando em casa começou a realizar o
desejo. A primeira tela não foi assim, a obra mais
linda da vida, mas para quem esperou tanto, foi uma
conquista.
Sua profissão é costureira, mas acha demais
estar fazendo algo novo. “È estimulante, as vezes
quando termino alguma tela ou qualquer outra coisa
que me dê vontade de fazer, nem acredito que fui eu
que fiz.” Diz ainda: “Eu não busco inspiração, ela é
que me acha. Quando sinto vontade de fazer alguma
coisa não sossego enquanto não faço. Gosto muito de
ler, leitura também inspira, estimula”.
Já vendeu algumas telas e teve oportunidade
de conhecer a Salete Meneses, artista plástica, que
a incentivou dizendo para continuar pintando e não
desistir, que pintar é um eterno aprendizado. Hoje
tem 38 anos de idade, assina suas telas M. Firmino,
porque gosta de ver a curiosidade das pessoas e a
visão da tela que elas têm.
Quando diz que está aprendendo ainda, é a
mais pura verdade. Muitas pessoas têm preconceitos,
que uma mulher venha a ser pintora, que pobre não
tem que ter sonhos realizados ou que possam ter uma
tela na sua sala.
Seu estilo de pintura é livre, ainda não
sabe muito sobre estilos ou pintores de épocas
passadas e tem muito a aprender. No momento gosta
muito de tentar vislumbrar o mais real possível da
natureza ao seu modo e coloca isso na tela.
Texto elaborado por
Maria Kataline do 3º NM A da Escola Estadual de
Caruaru
Novembro de 2006
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